“Eventos não são só programação, são encontros. São espaços onde as pessoas querem estar e, principalmente, querem voltar.”
Produtora Cultural e Curadora
Entender a engrenagem do setor editorial exige técnica, mas desenhar espaços de convivência viva exige intencionalidade. Meu trabalho é transformar programações frias em encontros orgânicos, palcos onde marcas se posicionam, autores dialogam e pessoas decidem ficar. Abaixo, compartilho como cada passo da minha trajetória moldou essa forma de olhar o mercado.
Sou Cassia Carrenho, produtora cultural e curadora no mercado do livro – mas, sendo bem honesta, acho que tudo começou muito antes disso.
Começou organizando festas de aniversário para três filhos, todos com gostos completamente diferentes. Todo ano. Três vezes por ano. E quem já fez uma festa infantil sabe: ali você aprende negociação, logística, improviso e, principalmente, como criar um ambiente em que todo mundo se sinta bem. Talvez tenha sido ali o primeiro ensaio do que viria depois.
Minha trajetória profissional começou no PublishNews, na área comercial. Foi ali que mergulhei de vez no mercado editorial, entendendo como ele funciona, quem são as pessoas, onde estão as oportunidades. Mas, paralelamente, eu já começava a criar meus próprios espaços.
Veio então o Blog de Letras, em um momento em que quase ninguém falava de influenciadores literários. Os encontros que surgiram a partir dele já tinham um formato diferente: mais próximos, mais informais, mais vivos. Menos palco, mais troca.
Na FLIP, esse caminho ganhou forma de verdade. Fui a primeira pessoa física a criar e programar uma casa paralela – a Casa Santa Rita da Cassia. Um espaço que não era só programação, mas convivência. Um lugar onde as pessoas ficavam, voltavam, indicavam para outras. E que, de certa forma, ajudou a consolidar um modelo que hoje faz parte do festival.
Vieram então os primeiros eventos maiores em teatro com a Sextante, no Teatro Gazeta, e a Jornada de Conhecimento com a Bruna Lombardi, no Sesc Pinheiros. Projetos diferentes entre si, mas com o mesmo cuidado: pensar o conteúdo, o público e a experiência como uma coisa só.
Depois disso, entrei como sócia na Faculdade LabPub, focada na área de marketing e ensino à distância. Foi um período importante de estruturação e crescimento, embora, sempre que possível (ou não), eu continuasse organizando eventos no meio do caminho.
Com o tempo, a curadoria passou a ocupar um espaço cada vez maior no meu trabalho. Atuei como curadora na Bienal do Livro de São Paulo, no Encontro da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e em diferentes projetos, sempre com foco em construir programações que façam sentido para quem está ali. E de colocar a prática como foco.
Essa trajetória também me levou a desenvolver projetos com a Amazon, incluindo iniciativas do KDP e Audible, tanto na Bienal quanto na FLIP, unindo conteúdo, estratégia e experiência. Em 2025, tivemos a primeira mesa com narradores de audiolivro na arena principal de uma Bienal do Livro.
Na produção, sigo criando projetos próprios e em parceria. Entre eles, o FLIR – Festival de Literatura Romântica, criado pela HarperCollins, e o FLIFantasy – Festival Literário de Fantasia, que desenvolvo junto com Mariana Rolier.
E, no meio de tudo isso, também tiveram as festas – porque elas nunca deixaram de existir. Produzi a Festa do Alemão, a Festa MVB (que tinha outro nome), as festas do PublishNews na FLIP, Digital Sunset da Bookwire e outras tantas ocasiões em que o mercado se encontra de um jeito mais leve, mais próximo e, por que não, mais divertido.
O que conecta tudo isso é uma forma de olhar: eventos não são só programação. São encontros. São experiências. São espaços onde as pessoas querem estar e, principalmente, querem voltar.
No fim, eu trabalho com livros, mas, principalmente, com pessoas.
Mudar de rota exige coragem, mas, no meu caso, foi um movimento natural de quem sempre enxergou o potencial de conectar pessoas. A bagagem prática que começou no ambiente familiar ganhou força de mercado quando decidi mergulhar profundamente nos bastidores da indústria do livro.
Imersão profunda nos bastidores e na engrenagem do mercado editorial.
Criação de canais próprios focados em proximidade e troca real.
Consolidação de experiência estratégica voltada à formação do setor.
A união de toda essa bagagem para assinar curadorias nacionais.
Uma seleção de iniciativas onde transformamos a programação literária em experiências vivas, conectando marcas, autores e leitores através de narrativas estratégicas e convivência real.
Curadoria de Programação
Desenvolvimento de arenas oficiais com foco em inovação e diversidade, como a primeira mesa de narradores de audiolivros na arena principal.
Programação Independente
Criação e gestão da primeira casa paralela programada por uma pessoa física em Paraty, consolidando um espaço de convivência viva no festival.
Criação e Produção
Festivais proprietários desenhados para comunidades leitoras apaixonadas, unindo estratégia de nicho e experiência do leitor.
Parcerias de Conteúdo
Ativações estratégicas para KDP, Audible e curadorias para editoras como Sextante e HarperCollins em grandes teatros e feiras.
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